A Maçonaria constituiu desde a sua fundação, um instrumento essencial para questionar o tempo, para resolver conflitos que se multiplicam, para um ideal de paz atingível – segundo o grão-mestre Álvaro Carva, da Grande Loja Nacional Portuguesa – Maçonaria de Tradição.
Para não se perderem as referências tradicionais maçónicas, para não se perder a memória colectiva e a ancestralidade dos Mistérios e civilizações, vive-se na Grande Loja Nacional Portuguesa uma cultura marcada pelo estudo, pelos valores e pela natureza que defendemos – a causa maçónica. Independentemente da Obediência nacional representativa de qualquer um dos Maçons, respeitamos opções, critérios e metodologias. Mas acreditamos nas raízes, na tradição e na memória colectiva que regularmente herdamos e representamos em Portugal.
A Grande Loja Nacional Portuguesa é hoje, indiscutivelmente, uma Obediência de referência nacional e internacional. Das 21 Lojas existentes regularmente, duas Lojas estão implementadas em território não nacional. Uma Loja na Ibéria, denominada IBERIA FRATERNITAS. Uma outra Loja em Porto Alegre, Brasil, denominada Casa Real dos Pedreiros Livres da Lusitânia. Unem-se povos, nesta visão marcada pela marcha da humanidade, dos grandes movimentos históricos, da sua interligação, da sociedade que vivemos, da análise dos sincronismos e diacronismos que estabelecem o ritmo da história dos povos, por mais amplos e complexos que possamos encontrar.
Privilegiamos a história da Maçonaria, a tradição herdada, a história europeia que marcamos, por impulsionarmos a Confederação das Grandes Lojas Unidas da Europa. Projecto fortemente marcado pela simbologia da tradição maçónica e fortemente implementado em muitos dos países europeus e regiões limítrofes.
Relacionamo-nos com Grandes Lojas em todos os Continentes. Com todos, conciliamos respeito, amizade e amor fraternal.
Abrimos e ajudamos a abrir memórias das interacções e conexões entre diversos espaços de “diálogo” – normalmente consonante, mas sempre disponíveis para recebermos visões dissonantes entre esta Europa e o resto do mundo. Mas tudo fazemos e os resultados são visíveis, tal como se fez em Quinhentos, com as relações que se teceram e entreteceram, que aproximaram continentes. Hoje, aproximamos povos e cultura, gentes e valores – nada é indiferente.
Muito tem sido feito. Mas cremos que muito há a fazer…